segunda-feira, 29 de dezembro de 2014



ATENDIMENTO AO ALUNO COM BAIXA VISÃO


O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de estimular a utilização plena do potencial de visão e dos sentidos remanecentes, bem como na superação de dificuldades e conflitos emocionais (MEC- Saiba mais... clique nos links à direita).




a pedidos trouxe algumas sugestões para pais, professores e outras pessoas que convivem com a criança de baixa visão na idade escolar:
- Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).
- Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).
- Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão.
- Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo.
- Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha.
- Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.
- Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso.
- Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.
- Oriente o estudante a procurar recursos como o computador pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem.
- Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
- Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo.
- Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos.
- Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê.
- Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.


OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações.


NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO
Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo professor). (K.José et al). Os meios para que se consiga esta melhora são:
- Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);
- Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.



CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA VISÃO
- Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);
- Uso de maiúsculas;
- Usar o tipo (letra) Arial;
- Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);
- Usar entrelinhas e espaços;
- Cor do papel e tinta (contraste).



FORMAS DE AMPLIAÇÃO
- Fotocopiadora;
- Computador;
- Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres.



MATERIAIS
- Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;
- Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas;
- Suporte para livros;
- Guia para leitura;
- Luminária com braços ajustáveis.



MAIS SUGESTÕES
Nos CAPES pode ser encontrado o caderno com pauta ampliada (mais larga) para alunos com baixa visão; mas também pode ser confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando 2 linhas).




Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se utilizar caderno de desenho ou encadernar um maço de sulfite, colocando capas (frente/verso) e em seguida traçar as linhas mais espaçadas, como no exemplo abaixo 5 cm, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido.



Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis e letras recortadas em papel para que o aluno cole-as no caderno, formando palavras, ao invés de escrever.



Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura encontrado em casas que trabalham com artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do carderno para que este possa ficar mais elevado.



O professor pode ainda confeccionar esta grade para facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Para a leitura pode ser confeccionado no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai sendo deslocada para a linha de baixo, o que evita que ele se perca durante a leitura.


O professor também pode se utilizar dos encartes que contém figuras grandes para trabalhar com o aluno com baixa visão para reconhecimento dos produtos e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens que são utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai aprendendo a vercomeçará a identificar figuras cada vez menores.



O aluno pode recortar o produto que identificou visualmente e nomeá-lo. Posteriormente pode colocar as figuras em ordem alfabética criando um livrinho.


Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.


OBS: O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas. O professor deve estar atento pois este pode ser um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno.

Fonte:http://dvsepedagogia.blogspot.com/ 


LIVRO DE CONCEITOS






Pré-Escola: Confeccionei dois livros para alunos que ainda estão na fase de aquisição de conceitos. Trouxe apenas alguns itens para que vocês possam ter uma idéia do conteúdo.


Material utilizado
-Folhas em papel cartão por ser mais resistente, sendo um pouco maiores que a de uma sulfite A4;
-Objetos concretos em miniatura, peças de jogos, material de sucata, etc;
- Papeis de diversas texturas (polionda, lixa, camurça, cortiça, etc.);
- Fitas, barbantes, cordões, emborrachado, espuma, EVA, madeira, sintético, veludo, plástico, couro, feltro;
- Escrita em tinta (para crianças com baixa visão os tipos podem ser ampliados, por exemplo, 24 Arial) e escrita em Braille;
Obs: Os mesmos conceitos são apresentados de diversas formas e com materiais diferentes. Segue apenas uma mostra do material:


Conceitos trabalhados
Dentro/Fora
Curto/Comprido
Grande/Pequeno
Maior/Menor
Grosso/Fino
Vazio/Cheio
Perto/Longe
Esquerda/Direita
Igual/Diferente
Em cima/ Em baixo


















































Figuras Geométricas








Texturas Diversas


Fonte: http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/search/label/Sugest%C3%B5es%20para%20professores




SINAIS E SINTOMAS DA DEFICIÊNCIA VISUAL




Sintomas:
• tonturas, náuseas e dor de cabeça;
• sensibilidade excessiva à luz (fotofobia);
• visão dupla e embaçada;


Condutas do aluno:
• aperta e esfrega os olhos;
• irritação, olhos avermelhados e/ou lacrimejantes;
• pálpebras com as bordas avermelhadas ou inchadas;
• purgações e terçóis;
• estrabismo;
• nistagmo (olhos em constante oscilação);
• piscar excessivamente;
• crosta presente na área de implante dos cílios;
• franzimento da testa, ou piscar contínuo, para fixar perto ou longe;
• dificuldade para seguimento de objeto;
• cautela excessiva ao andar;
• tropeço e queda freqüentes;
• desatenção e falta de interesse;
• inquietação e irritabilidade;
• dificuldade para leitura e escrita;
• aproximação excessiva do objeto que está sendo visto;
• postura inadequada;
• fadiga ao esforço visual.
Fonte: MEC/SEESP

Causas Congênitas
• Retinopatia da Prematuridade, graus III, IV ou V – (por imaturidade da retina em virtude de parto prematuro, ou por excesso de oxigênio na incubadora;
-Corioretinite, por toxoplasmose na gestação.
• Catarata congênita (rubéola, infecções na gestação ou hereditária).
• Glaucoma congênito (hereditário ou por infecções).
• Atrofia óptica por problema de parto (hipoxia, anoxia ou infecções perinatais).
• Degenerações retinianas (Síndrome de Leber, doenças hereditárias ou diabetes).
• Deficiência visual cortical (encefalopatias, alterações de sistema nervoso central ou convulsões).

Causas Adquiridas
-Por doenças como diabetes, descolamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil e traumas oculares.
Fonte: MEC/SEESP

As causas de origem genética e familiar, como retinite pigmentosa, glaucoma e catarata congênita, podem ser evitadas com aconselhamento genético.Dentre as causas congênitas, destacam-se os fatores mais freqüentes: gestação precoce, desnutrição da gestante, drogas em geral, álcool, infecções durante a gravidez (rubéola, sífilis, AIDS, toxoplasmose e citomegalovirus).Existe alta incidência de deficiência visual severa associada à múltipla deficiência, em nosso meio, em vista da falta de prevenção (vacinação de meninas contra a rubéola), o que evitaria o nascimento de crianças com catarata congênita, surdez e deficiência mental.Toda mulher deve ser vacinada antes de engravidar ou, de preferência, no início da adolescência, pois o vírus da rubéola materna atravessa a placenta, alterando o processo de formação embrionária.
A prevenção depende apenas da política pública, devendo a investigação epidemiológica a ser realizada pelos governos estaduais e municipais.A toxoplasmose é transmitida pelo protozoário "toxoplasma gondii", geralmente através por meio contato com animais domésticos infectados: cães, coelhos, gatos, galinhas, pombos e alimentos mal cozidos. A mãe contagiada no primeiro trimestre de gestação pode gerar uma criança com deficiência visual severa, microcefalia e calcificações cerebrais.As doenças virais e bacterianas como sarampo, meningites, encefalites, podem acarretar hidrocefalia, ou microcefalia. São também causas de deficiência visual que podem ser reduzidas por medidas eficientes de prevenção de saúde, como detecção precoce das alterações visuais, triagem em berçário, creches e pré-escolas.
Fonte: MEC/SEESP

Na infância
Em nosso meio, a baixa visão ainda passa, muitas vezes, desapercebida a pais e professores, manifestando-se, com freqüência, no momento em que aumentam na escola os níveis de exigência quanto ao desempenho visual da criança, para perto. Por sua vez, a cegueira é mais facilmente detectada e geralmente diagnosticada mais cedo.A detecção precoce de quaisquer dos problemas pode constituir fator decisivo no desenvolvimento global da criança, desde que sejam propiciadas condições de estimulação adequada a suas necessidades de maturação, favorecendo o desenvolvimento máximo de suas potencialidades e minimizando as limitações impostas pela incapacidade visual.
Em todas as situações escolares, o professor tem, normalmente, oportunidade de observar sinais, sintomas, posturas e condutas do aluno, que indicam a necessidade de encaminhamento a um exame clínico apurado.

Fonte: http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/search/label/Sinais%20e%20sintomas%20da%20defici%C3%AAncia%20visual

Adaptação Matemática para crianças com deficiência visual: Números




Ciclo I - Adaptação dos números: trouxe modelo de adaptação de alguns números para dar ideia de como elaborar uma apostila com números de 0 a 9 com utilização dos números em Braille confeccionados em EVA, escritos na máquina Braille e objetos e/ou texturas indicando a quantidade.

 

NÚMERO 1
                                                
NÚMERO 2

NÚMERO 3

NÚMERO 4

NÚMERO 5
Dado confeccionado com caixa, velcro e círculos em EVA


Relógio confeccionado em EVA, com números em Braille escritos em fita adesiva


Fonte: http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/search/label/Adapta%C3%A7%C3%A3o%20Matem%C3%A1tica



SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA A EDUCAÇÃO

 INFANTIL DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA 

VISUAL

Leitura tátil - Braille

· Explorar os objetos com mãos, pés, corpo, descobrindo sua textura e consistência
· Fazer uso de esquemas motores secundários: bater, puxar, sacudir, empurrar e levantar objetos de diferentes texturas e consistências
· Explorar os objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o formato e adquirir a noção do todo, associada à indicação visual
· Achar orifícios, detalhes, diferenças nos objetos, através da exploração visual ou tátil
· Oferecer objetos significativos como: talco, desodorante, xampu, embalagens, para reconhecimento e descoberta de uso e função
· Procurar objetos que caíram do lado, embaixo, na frente, atrás do corpo
· Propiciar experiências táteis e auditivas com objetos que façam o aluno sentir-se produtor do som ou do movimento: molas, canudos, bexigas
· Encaixar copos, latas, tampas, empilhar objetos de formatos e tamanhos diferentes, construir formas com esses objetos
· Oferecer objetos para reconhecimento e indicação do seu uso e função: telefone, escova, pente, sapato, carro, boneca, etc.
· Imitar ações e expressões
· Ajudar a descobrir as diferentes maneiras de usar os objetos. Por exemplo: colher serve para comer, sacola serve para colocar compras, brinquedos e roupas
· Explorar simultaneamente a forma, o tamanho e os detalhes dos objetos
· Vivenciar relações espaciais com o corpo e com objetos: entrar e sair de caixa, pneus, tubos
· Puxar, arrastar, empurrar objetos de tamanhos e peso diferentes
· Subir em caixas, cadeiras, mesa, banco, escadas, descobrindo as diferenças de altura, largura, profundidade
· Realizar movimentos atendendo ordens simples: abaixar, subir, pular
· Passar por dentro de arcos, de tubos, de cima para baixo, de baixo para cima, nomeando as posições
· Orientar-se em relação aos colegas: colocar-se à frente do colega na fila, às costas, ao lado
· Deslocar-se em direção ao som, em linha reta, fazendo o trajeto de ir e vir
· Posicionar-se em relação aos colegas, descobrindo pela voz, quem está perto e longe
· Descobrir objetos escondidos em diferentes posições, marcando com som quando está longe ou perto (está frio... está quente .... está esfriando.... está esquentando
· Orientar-se em relação a um objeto: colocar-se ao lado, dentro, fora, em cima
· Localizar e guardar objetos e brinquedos em armário
· Andar sobre cordas em linha reta: cordão de comprimentos diferentes
· Estabelecer sempre os mesmos horários e locais para a rotina desenvolvida, para que a criança possa antecipar, organizar-se e construir o mapa mental
· Vivenciar sequência de ações enfatizando o começo, o meio e o fim
· Andar em passos lentos/ rápidos com marcação rítmica do som
· Caminhar de acordo com duração de apito: curto/longo. Variar com tambor e chocalhos
· Descrever oralmente acontecimentos passados e futuros
· Realizar experiências enfatizando o antes e o depois
· Organizar caixas com sequência de atividades utilizando objetos que representam a ação que vai ser realizada, vivenciando o “agora, antes e depois”
· Familiarização da escola com sondagem do ambiente para identificar “pontos de referências e pistas”
· Utilizar brinquedos como pré-bengala (carrinho de boneca, cavalo de pau, raquete de tênis, etc) para localizar obstáculos
· Localizar janelas, portas e mobiliários da sala
· Caminhar entre os móveis e brinquedos em diferentes direções
· Caminhar no pátio, entre cordas paralelas, colocadas à altura da criança
· Caminhar entre obstáculos (construir caminhos, labirintos, com bloco de madeira, sacos de areia, etc)
· Informar ao aluno se as pessoas, os animais e os carros se aproximam ou se afastam do local comentando o que fazem
· Aproximar-se e afastar-se do aluno falando para que ele perceba se o professor ou colegas estão perto ou longe
· Sentir o calor do sol e os pingos da chuva
· Imitar movimentos e posições do corpo: caminhar, parar, abaixar, levantar, ajoelhar, engatinhar, flexionar braços, mãos e dedos
· Reconhecer objetos por semelhanças e diferenças, fazer pareação
· Separar massas, moedas, pedrinhas, descobrindo atributos semelhantes ou diferentes dos objetos
· Descrever as semelhanças entre os atributos
· Iniciar pequenas “coleções” com todas as crianças criando oportunidades de contagem
· Organizar “sacos surpresas” com objetos variados para que a criança verbalize os atributos desses objetos
· Fazer construções com objetos, sucatas grandes e pequenos
· Vestir e retirar roupas de bonecos de tamanhos diferentes
· Brincar com jogos simbólicos onde a criança vivencie várias situações do cotidiano mudando os papéis (feirinha, supermercado, escola, cabelereira, etc...)
· Preparar a mesa para o lanche, distribuindo os utensílios
· Preparar jogos como: memória com objetos e figuras (diferentes texturas)
· Realizar atividades que permitam à criança nomear objetos, pessoas, animais, plantas, etc...
· Participar de adivinhações simples ( o que é, o que é, através de pistas ou jogos orais)
· Criar histórias a partir de objetos concretos e fatos vividos e ajudar a criança a reproduzi-las
· Cantar músicas que descrevam ações e contenham gestos
· Planejar a rotina diária em conjunto, dando ênfase no que será feito ANTES e DEPOIS
· Fazer massinha de modelar
· Usando as mãos: passar manteiga no pão, torradas, descascar algumas frutas
· Descascar frutas e legumes e identificá-los através de atributos, semelhanças de tamanhos, cores, etc
· Identificar os diferentes tipos de alimentos durante a refeição
· Usar o guardanapo
· Identificar o direito e o avesso das roupas
· Lavar o rosto e pentear os cabelos
· Uso adequado do sanitário
· Aprender a assoar o nariz
· Brincar de tomar banho, ensaboar-se identificando as partes do corpo
· Abotoar e desabotoar botões, colchetes, primeiro em situações lúdicas como despir e vestir bonecos
· Brincadeiras de roda, jogos de tradições orais tais como: cantigas, parlendas, rimas, etc
· Brincadeiras de execução de ordens simples do tipo: O chefinho mandou colocar as mãos no pescoço, cotovelo, joelho, tornozelo, etc...
· Brincar de esconde-esconde onde a criança escondida será identificada por algumas pistas orais
· Jogos com rimas
· Elaborar brinquedos sonoros com sucatas, grãos, sementes .

PS:
- O professor pode indicar algumas destas sugestões para a família como uma forma de participação;
- Utilizar estas sugestões com as outras crianças (videntes), será gratificante para todos;
- O professor pode pedir que as crianças auxiliem o deficiente visual em algumas atividades.
A maioria dessas atividades foram extraídas do livro “O desenvolvimento Integral do portador de deficiência visual da Intervenção precoce a integração escolar" Marilda Moraes Garcia Bruno

Fonte: http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/search/label/Sugest%C3%B5es%20para%20Ed.%20infantil%20para%20alunos%20com%20defici%C3%AAncia%20visual



ALFABETO BRAILLE





As letras em Braille são formadas a partir da combinação de seis pontos que compõem o que é chamado de cela Braille. A cela é formada por duas colunas e três linhas de pontos. A localização dos pontos é dada de cima para baixo, primeiramente na coluna da esquerda, pelos pontos 1, 2, 3 e posteriormente na coluna da direita pelos pontos números 4, 5 e 6. Cada combinação de pontos em relevo forma, portanto, determinada letra ou sinal de pontuação. A letra C, por exemplo, é formada pelos pontos 1 e 4, como mostra a Figura 1.


Seguindo o modelo da Figura 1: os círculos em negrito representam os pontos da cela Braille. A combinação desses pontos formam 63 caracteres que simbolizam as letras do alfabeto convencional e suas variações como os acentos, a pontuação, os números, os símbolos matemáticos e químicos e até as notas musicais. Para os cegos poderem ler números ou partituras musicais, por exemplo, basta que se acrescente antes do sinal de 6 pontos um sinal de número ou de música.


Abaixo temos o exemplo de algumas palavras escritas em Braille:

bala, nada, perfume, pé, vida, amor.













Para a alfabetização, deve-se utilizar diversos tipos de materiais concretos. É interessante também a utilização de materiais de sucata onde elas possam colaborar na confecção; além de motivar a criança ainda auxilia no desenvolvimento e refinamento tátil...

Celas Braille confeccionadas com material de sucata:







Está escrito: capa








Está escrito: ba











Está escrito: la








Fonte: http://dvsepedagogia.blogspot.com.br/2011_05_01_archive.html


Quando a criança cega, não apresenta outros comprometimentos, possui uma boa memória, considera-se necessário que se trabalhe os sentidos: o tato, a audição, o olfato e o paladar. O diálogo também é importante, pois a partir dele a criança conseguirá fazer abstrações e tentar compreender o mundo com suas subjetividades. Para que isso aconteça, o mundo e as coisas que estão em torno da criança deverão ser bem descritos para que possam fazer uma imagem que mais se aproxime do real.